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quarta-feira, 6 de julho de 2011

ALERJ PRETENDE NEGOCIAR ACORDO ENTRE PROFESSORES E GOVERNO


O líder do Governo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado André Corrêa, anunciou, nesta quarta-feira (06/07), durante reunião no Palácio Tiradentes, Centro do Rio, que vai intermediar o diálogo entre o Governo do estado e os professores da rede estadual de ensino que estão em greve. Após anunciar os avanços já conseguidos para a classe pelo Poder Executivo, Corrêa fez também um apelo em prol do fim da paralisação, que completa um mês amanhã. “O Governo já avançou muito, pois contratou mais de 30 mil professores por concurso público, concedeu à categoria o vale-transporte, incorporou o Nova Escola e, agora, antecipou essa incorporação. Com isso, o que estava previsto para acontecer em quatro parcelas, até 2015, está sendo feito de uma vez só. O Governo incorporou o equivalente a um aumento de 9,82%, um dado significativo dentro de uma economia estabilizada”, frisou o parlamentar.

Coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), Maria Beatriz Lugão classificou como proveitosa a reunião. “Saímos com a expectativa de que os deputados consigam interceder junto ao Governo para que a negociação avance. Todos demonstraram bastante boa vontade em intermediar a negociação, em especial o líder do Governo. Agora, precisamos de sinalizações por parte do Executivo para que a greve seja suspensa. Queremos um reajuste salarial de 26% e que a administração estadual não corte os dias parados dos professores e funcionários grevistas”, declarou.
Quanto ao corte dos pontos, Corrêa disse que, caso a categoria suspenda a greve na sexta-feira (08/07), ele se compromete a trabalhar para que os grevistas não deixem de receber os dias parados, desde que os profissionais que aderiram ao movimento reponham as aulas. “Eu me comprometi, ainda sem a autorização do Governo, a trabalhar nesse sentido. Espero dar uma posição a eles até a próxima sexta-feira, quando a categoria fará uma nova reunião. Quanto ao índice de reajustes, deixei claro que não vamos apresentar nenhuma proposta, porque o Governo não vai cometer nenhuma irresponsabilidade ao assumir um compromisso que, depois, não possa ser cumprido”, afirmou.

Presidente da Comissão de Educação da Casa, o deputado Comte Bittencourt (PPS) acredita que o líder do Governo poderá avançar nas negociações junto ao Poder Executivo. “A reunião foi proveitosa. O líder comprometeu-se a levar essas demandas dos sindicatos ao governador Sérgio Cabral e ao setor da área de planejamento econômico governamental”, apontou. Os deputados Paulo Ramos e Luiz Martins, ambos do PDT, Marcus Vinícius (PTB), e Janira Rocha e Marcelo Freixo, ambos do PSol, também participaram da reunião.

(texto de Vanessa Schumacker)

domingo, 17 de abril de 2011

ONDE ESTÃO OS INVESTIMENTOS!?

Metas de gerenciamento sem os devidos investimentos é como tratar de uma doença grave sem os medicamentos adequados, só com conselhos, boa alimentação e outras atitudes saudáveis! Tudo isso é correto, mas há quadros em que o uso de uma terapia mais radical merece uma carga medicamentosa além dos bons hábitos de uma vida saudável.
Em matéria de 14 de abril de 2011, pela revista Época, o Brasil investe mal em educação. Isto é, embora o investimento proporcional em educação seja comparável ao de países com desempenhos educacionais superiores ao nosso, cerca de 4,3% de seu PIB, a maior parte desse investimento passa longe do ensino básico, ensinos fundamental e médio, indo cerca de 92,6% de todo o investimento para o ensino superior. Lembrando que países como a Coréia do Sul que, por exemplo, investe apenas 9,5% de seu orçamento educacional no ensino superior e o resto no ensino básico, principalmente no ensino médio, deixando a universidade praticamente nas mãos da iniciativa privada. Já por aqui, apenas cerca de 11% são investidos no ensino médio.
E não é que com esses minguados 11% dos 4,3% do PIB investidos em educação é que o governador do Rio, sr. Sérgio Cabral e seu respectivo secretário de educação, sr. Wilson Risolia, querem estabelecer um nível de excelência para a educação fluminense através de planos de metas para serem batidos através de mirabolantes estratégias gerenciais!? Só mesmo cabeças de preenchimento tão idiota e medíocre pode imaginar qualidade sem investimento adequado! Idiota e medíocre ou má intencionada! Pois é! Ainda há essa possibilidade, a da MÁ FÉ!
Como dizia no início, sem os medicamentos adequados, não há terapia que cure ou mesmo que salve uma vida. Então, como iremos "curar" essa doença da má educação de nossas crianças e de nossos jovens só com boas condutas e atitudes saudáveis? Precisamos de remédios, e bem fortes, que normalmente não são baratos e raramente estão disponíveis no balcão de genéricos. Precisamos de terapia mais que intensiva, séria e responsável! Agora vamos combinar, com ínfimos 11% dos investimentos para o ensino básico contra 92,6% dos investimentos para o ensino superior, não há plano de metas e nem gerenciamento mágico que mude conspicuamente o atual quadro de mediocridade em que a educação básica, principalmente a do ensino médio, se encontra. Pode-se até obter méritos e sucessos isolados, no campo estatístico das exceções, mas mudança qualitativa em quantidade, impossível! Não sem investirmos pelo menos dois terços do nosso orçamento em educação no ensino básico.
Senhores mestres e doutores em gestão e administração em educação, antes de quaisquer coisas, vejam se há recursos para tal! E, ao aplicá-los, o faça de maneira honesta, razoável e otimizada. Pensem no principal protagonista dessa batalha por uma educação melhor e mais adequada as nossas atuais demandas nacionais e internacionais, pensem em nós, PROFESSORES!

Matéria da revista Época: